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06 julho 2012

Blastocistos – O que é isso ?


O blastocisto é um embrião em estágio avançado de desenvolvimento. É a fase em que o embrião se implanta na parede do útero.
Uma das únicas complicações da Fertilização In Vitro (FIV) é a tão temida  gestação múltipla e hoje em dia pode ser  evitada  com a transferência dos embriões fecundados em estágio  de blastocisto.
Isto significa transferir os embriões com uma maior subdivisão de células, deixando-os mais tempo em laboratório e assim  obtendo uma seleção embrionária melhor ; portanto, transferir menos embriões para a paciente evita o risco dela ter mais de um embrião realmente implantado. 
Se temos um embrião que chegou a esse estágio em laboratório, terá  uma grande chance de implantação. 
Porém, quando chegam ao útero  neste estágio, os embriões encontram um ambiente desfavorável, pois nesta fase eles naturalmente se encontram nas trompas. Além disso, a motilidade uterina é inversamente proporcional à progesterona circulante, propiciando maior contratilidade da musculatura uterina nesta fase, pelo fato de a progesterona estar em níveis baixos no sangue ; porisso nesta fase existe uma complementação com progesterona na paciente para suporte da fase lútea.
O objetivo da FIV com a cultura dos embriões até blastocistos é selecionar os embriões de melhor qualidade, aqueles com o melhor potencial e, consequentemente, com maiores chances de implantação. A formação in vitro de blastocistos passou a ser um indicador de qualidade e desenvolvimento embrionário, o último possível controle do embrião antes da transferência. 
Mas, apenas  40% dos embriões chegam a blastocisto em condições in vitro. Se tivermos de dois a três blastocistos disponíveis, eles são transferidos porque resultam em número suficiente para a obtenção da gravidez. O estágio de blastocisto é obtido no quinto dia no laboratório, após a aspiração dos óvulos. O melhor estágio de um embrião no terceiro dia é chegar a oito células. 
A FIV tenta imitar ao máximo o ambiente do organismo materno quando ocorre, nas trompas, a união do espermatozóide com o óvulo. São utilizadas estufas, incubadoras com temperatura controlada, pressão de CO2 controlada, de modo a tentar reproduzir ao máximo o organismo materno. O médico que trabalha com reprodução assistida gosta de transferir o menor número de embriões com as mesmas chances de gravidez da paciente. Quanto menos embriões são transferidos, menos gestação múltipla haverá. Isso é o propósito de hoje. Como se joga com a probabilidade de gravidez, temos que transferir mais embriões para que pelo menos um deles possa se fixar à parede do útero e a gestação ter continuidade. 
A incidência de gestação múltipla na FIV gira em torno de 25% - na população em geral, a gestação gemelar situa-se na faixa de 1%.
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FABÍOLA PECE comenta: Quando estamos em um ciclo de FIV e chegamos a esta etapa do tratamento (transferência dos embriões), estamos no auge da ansiedade, chegamos ao local da transferência ansiosas em que o médico fale quantos irá transferir. A idéia de um número maior para nós significa mais chance. Mas, ao ser transferido menos quantidade, porém maior qualidade teremos melhor chance de resultado. E o melhor, menor chance de gravidez múltipla.

Um comentário:

Queremos ser Pais disse...

Olá

É bem verdade! Estou a meio de uma FIV ISCIS e vou fazer TEC, tenho 4 blastocistos congelados e estou a contar os dias para fazer a transferência.

Obrigado por toda a informação que se encontra no blog
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https://onossosonho.wordpress.com/

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